sexta-feira, 9 de abril de 2010

ENTENDA O QUE É UMA TORMENTA E PEGANDO CARONA OS OUTROS DESASTRES NATURAIS.


Furacões, ciclones e tormentas
Introdução
O meio físico da Terra é, potencialmente, uma fonte latente de risco para praticamente todas as formas de vida e em particular para o ser humano. Isto é, a humanidade vive submetida aos fenômenos naturais que são causa de inquietude, de prejuízos graves e de grandes catástrofes. Os fenômenos de origem meteorológica, como furacões e tormentas, são os desastres naturais mais freqüentes e prejudiciais, acima dos terremotos ou erupções vulcânicas. De fato, os ciclones tropicais são a maior fonte de danos, seguidos pelas inundações provocadas pelas chuvas fortes de outros tipos.
Cabe destacar que os cientistas supõem que as Mudanças Climáticas ocasionam, nas últimas décadas, o aumento em magnitude e freqüência das catástrofes naturais causadas pelos fenômenos meteorológicos. Isto dificultou a previsão e prevenção de catástrofes, apesar dos avanços tecnológicos, como satélites e estações meteorológicas com equipamentos especializados.
Fenômenos meteorológicos
Um ciclone é uma área de baixa pressão, com a pressão mais baixa no centro. Ou seja, por efeito da rotação da Terra, na área de um ciclone o ar se move ao redor do núcleo de menor pressão (no sentido dos ponteiros de relógio no hemisfério sul, e em direção contrária no hemisfério norte), o que favorece o desenvolvimento de nebulosidade e, em geral, de condições de mal tempo. De fato, os ciclones são formados por ventos tropicais que avançam a grande velocidade em forma de espiral e formam um extenso redemoinho. Quando o ciclone toca a terra firme, começa a dissipar-se. Entretanto, ao chegar à costa pode causar danos e provocar inundações. Um ciclone tropical, por exemplo, define-se como um ciclone que se desenvolve sobre águas tropicais e subtropicais e que tem uma circulação em superfície organizada e bem definida.
Furacão é o nome dos ciclones tropicais do mar caribenho, Atlântico Norte, Golfo do México e ao leste do Pacífico Norte. Seus ventos sustentados são superiores aos 119km/hora (75 mph ou 65 nós). Enquanto que um tufão é o nome dado aos furacões no mar da China e no noroeste do Pacífico. De acordo com a velocidade dos ventos, os furacões passam pelas seguintes etapas:
• Onda tropical: nasce como uma faixa de nebulosidade de 250 km de largura que desliza de Leste a Oeste a 20 km/h.
• Depressão tropical: a onda consegue uma circulação ao redor de um centro, com ventos de cerca de 38 mph ou 65 km/h.
• Tormenta tropical: ventos maiores que 65 km/h ao redor de um centro.
• Furacão: a velocidade do vento supera os 119 km/h e chega além de 250 km/h, com uma ondulação de grande altura.
Uma tormenta é um fenômeno consistente em uma ou várias descargas bruscas de eletricidade atmosférica, manifestado por um brilho luminoso (relâmpago) e por um ruído estrondoso (trovão). Uma tormenta tropical é um ciclone tropical de núcleo quente e
fortes precipitações, onde o vento em superfície máximo medido (média de um minuto) tem uma intensidade de 63-117 km/hora (39-73 milhas/hora ou 34-63 nós. Com ventos com velocidades superiores a 119 km/hora, a tormenta é considerada um furacão).
Para medir a intensidade da força do vento desses fenômenos meteorológicos existe a escala de Beaufort, baseada na intensidade atual dos furacões (utilizado na América do Norte, Caribe, América Central e no norte da América do Sul).
Força
Descrição
Velocidade (Km/h)
Efeitos
0
Calma
0
Fumaça em ascensão vertical
1
Brisa
1+
Desvio lento da fumaça
2
Pouco fraco
6+
Sussurro de folhas
3
Fraco
12+
Movimento de galhos
4
Sereno moderado
20+
Levantamento de pó
5
Pouco fresco
30+
Movimento de árvores pequenas
6
Fresco
40+
Balanço de galhos grandes
7
Muito fresco
51+
Balanço de árvores: dificuldade para andar
8
Duro
62+
Rompimento de galhos: dificuldade para caminhar
9
Muito duro
75+
Elevação de telas dos telhados
10
Temporal
88+
Arranca árvores e danos em edificações
1
Tempestade
102+
Danos mayores
12
Furacão
119+
Devastação geral
Existem outros fenômenos meteorológicos, como a tromba marinha, uma tormenta giratória pequena sobre os oceanos ou águas interiores, que ocasionalmente se movem terra adentro. E o tornado ou mesociclone, uma forte tormenta de pequeno diâmetro com ventos rotatórios de grande poder destruidor. De fato, é o fenômeno meteorológico natural mais violento que geralmente ocorre pela terra adentro, ainda que também se apresente na parte dianteira da periferia dos furacões.
Formação de tormentas, furacões e ciclones
A temporada de furacões, que ocorre no oceano Atlântico e no mar do Caribe de junho a novembro. Durante o inverno do hemisfério norte, de dezembro a maio, as áreas polares, continentais e as águas estão muito frias, o que permite que não haja a evaporação suficiente para a formação de nuvens ou tormentas. Por outro lado, de junho a novembro, o movimento aparente do Sol se dirige para o norte. Devido ao calor e a umidade, durante seis meses formam-se depressões, tormentas e furacões. Anualmente são produzidas aproximadamente 5 ou 7 tormentas de diferentes intensidades, diretamente proporcionais à quantidade de ondas tropicais formadas no Caribe. Uma temporada de furacões acima da média apresenta em geral 11 tormentas, das quais cerca de 7 se convertem em furacões e aproximadamente 3 se classificam como furacões de grande intensidade (com ventos acima dos 175 km/h).

Curiosidades - Por que a Lua e o Sol parecem maiores quando vistos no horizonte?

Quem de nós já não parou para admirar a enorme Lua cheia nascendo no horizonte? O grande disco, muitas vezes alaranjado, parece até nos hipnotizar com seu tamanho e beleza ímpar, sempre pronta a ser apreciada e contemplada pelas pessoas ao redor. Todos se admiram e exclamam: "nossa, como está enorme!".
À medida que as horas passam, porém, nosso astro da noite vai ficando cada vez mais alto e ao mesmo tempo menor. Isso também acontece com o Sol, as estrelas e os planetas. Todos, quando estão próximo ao horizonte, se parecem maiores. Mas por que isso acontece? Será algum fenômeno desconhecido que torna esses objetos maiores?



Inicialmente, não seria estranho supor que os raios luminosos vindos de um objeto no horizonte percorressem um caminho mais longo através da atmosfera. Quanto mais próximo do horizonte estivesse o objeto, maior seria o caminho percorrido pela luz, provocando refrações que fariam seu diâmetro aparente parecer maior. Essa seria uma boa dedução e explicaria inclusive a cor alaranjada dos objetos próximos ao horizonte, já que os raios de luz, ao atravessarem a densa atmosfera saturada de vapor e repleta de poeira, têm grande parte de seu espectro eletromagnético absorvido, com exceção dos comprimentos de onda próximos ao vermelho.

O problema é que isso não explica o diâmetro aparentemente maior dos objetos. Se medirmos o tamanho do Sol ou da Lua com instrumentos apropriados e precisos, veremos que seus diâmetros não são maiores quando estão no horizonte. Pior que isso, constataríamos o oposto. Qualquer objeto sempre estará maior quanto mais próximo estiver de nós e quanto mais acima de nossa cabeça, ou zênite, mais próximo estará.

Então, como se explica o fenômeno? Afinal, é inegável que eles parecem muito maiores no horizonte.


Ilusão de ótica
Antes de mais nada, é importante afirmar que essa ampliação não é real e só existe para o olho e cérebro humano. De acordo com o astrônomo Ronaldo Mourão, o fundo do céu tem papel fundamental nesta ilusão, nos causando a impressão de que a abóbada celeste não é uma semi-esfera, mas uma calota achada no zênite e que se estende em ângulo agudo até o horizonte. Essa ilusão é tão real que o próprio azul, nuvens, constelações, estrelas e planetas parecem encrustados na abóbada celeste.

A razão dessa impressão provém, sem qualquer dúvida, do fato de não existir nenhuma referência que nos permita estimar distâncias quando olhamos para cima de nossas cabeças. Ao contrário, porém, quando olhamos para o horizonte, nossos olhos contemplam os campos, bosques, montanhas, prédios, colinas e uma série de objetos que nos permite comparações e impressão de distâncias e afastamentos. Dessa forma, o céu no horizonte nos parece muito mais afastado do que no zênite.

Mourão explica que quando observamos o céu estrelado, projetamos, sem perceber, as estrelas e a Lua sobre essa abóbada celeste achatada por nossa imaginação. Essa ilusão não ocorre somente com a Lua, mas também com as constelações ou com o Sol, que parecem maiores e avermelhados no horizonte.


Ensine a todos
Agora que você já sabe que o tamanho real do Sol ou da Lua não muda quando estão próximos ao horizonte, da próxima vez que testemunhar o espetáculo chame seus parente e amigos. Explique a eles o motivo. Com certeza você irá contribuir um pouco mais para aumentar o conhecimento sobre os fenômenos naturais, mesmo que eles não acreditem muito que aquela Lua enorme seja apenas uma ilusão!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Curiosidades! O interior da Terra pode esfriar totalmente?

Sim, o núcleo terrestre está mesmo esfriando. Segundo alguns cientistas, o esfriamento total pode chegar daqui a 2 bilhões de anos. O processo de perda de calor começou desde a formação do planeta - para ter uma ideia, o interior da Terra, que hoje é aquecido a 5 000 ºC, pode ter tido temperaturas na casa dos milhões de graus Celsius. Quando o calor cessar, pior para nós: as consequências irão desde a planificação do relevo terrestre à perda da vida no planeta. Veja ao lado como é o interior da Terra hoje e entenda abaixo como ele vai ficar quando o frio tomar conta de tudo. :-0

COMO A TERRA É HOJE...
Calor do interior do planeta movimenta placas tectônicas

NÚCLEO QUENTE
A Terra tem dois núcleos, o exterior, viscoso, e o interior, sólido. O núcleo externo é uma massa de níquel e ferro derretidos que se move a uma temperatura de cerca de 5 000 ºC. Esse vaivém faz com que as placas tectônicas se movam, permitindo a atividade vulcânica (é lá do fundo que vem o magma) e causando terremotos e maremotos

CAMPO MAGNÉTICO
O núcleo interno também gera o campo magnético terrestre. Isso acontece porque os dois núcleos terrestres se movimentam em velocidades diferentes, causando uma corrente elétrica e, portanto, o campo magnético. O campo magnético nos protege da radiação solar, entre outras funções, como ajudar a manter a órbita terrestre

...E COMO ELA VAI FICAR QUANDO ESFRIAR
Sem magma, relevo fica plano, água toma conta e depois evapora

Quando o núcleo esfriar, o líquido se solidificará. A primeira consequência é o fim da atividade vulcânica, que acabará com a reposição de terra na superfície. Com o tempo, o vento e a chuva irão erodir as montanhas e, gradualmente, todo esse material irá parar no fundo do mar. Os sedimentos depositados vão planificar a superfície de todo o planeta e a água vai tomar conta de tudo.

Ao mesmo tempo, com a interrupção das correntes elétricas, o campo magnético da Terra pode acabar de vez - ou ficar seriamente enfraquecido. Sem a proteção desse campo, a radiação solar - corrente de partículas carregadas (principalmente prótons e elétrons) emitidas pelo Sol - nos atingirá diretamente e irá deteriorar nossa atmosfera.

A água só é líquida em condições normais de temperatura e pressão. Sem a atmosfera, a pressão
do ar cai e a temperatura sobe por causa da exposição direta à radiação solar. Isso aumenta a evaporação da água e, com o tempo, os oceanos serão reduzidos a lagos, que virarão lagoas... Se a água não desaparecer completamente, ficará muito escassa.

No final, a Terra se torna uma bola rochosa, sem água, sem ar e sob temperaturas altíssimas - algo parecido com o que Marte é hoje. Algumas pesquisas, inclusive, sugerem que Marte pode ter se tornado um planeta deserto devido ao formato do campo magnético marciano, que é diferente do da Terra e teria facilitado a penetração da radiação solar, desencadeando o processo.