terça-feira, 20 de abril de 2010

Cientistas estudam evidências de atividade vulcânica em Vênus!

O planeta Vênus, o mais semelhante à Terra em tamanho e massa, ainda pode estar geologicamente ativo. Os cientistas conseguiram descobrir sinais precisos de atividades vulcânicas e o derramamento recente de lava na superfície de Vênus.



Através da combinação de dados da Venus Express (da Agência Espacial Européia) e da nave Magellan (da NASA), a agência espacial americana mapeou 98% do planeta entre 1990 e 1994.

Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que a lava derramada possa ser responsável pelo alisamento do solo do planeta. Vênus tem apenas mil crateras, um número considerado baixo se comparado à superfície de outros planetas do nosso sistema solar.

Os estudiosos ressaltam ainda que a taxa de vulcanismo poderá ajudar a entender o funcionamento do interior do planeta e os gases na sua atmosfera. De acordo com os pesquisadores, a região estudada em Vênus é geologicamente similar ao Havaí.

A atividade vulcânica coloca Vênus entre os poucos corpos do sistema solar com este tipo de fenômeno nos últimos três milhões de anos, o que novamente o aproxima da Terra. O surgimento dos dois planetas é estimado mais ou menos em 4,5 milhões de anos. Apesar de fortes semelhanças, Vênus tem uma superfície muito mais quente que a Terra capaz de derreter chumbo no solo e uma pressão 90 vezes maior que o nosso planeta.

Em julho de 2009, a Agência Espacial Européia, divulgou o primeiro mapa do hemisfério sul do planeta Vênus. Os resultam sugeriram a existência de continentes e um oceano no planeta e mais uma vez reafirmaram as semelhanças entre Vênus e a Terra.

domingo, 18 de abril de 2010

Imagem de satélite mostra esteira de fumaça de vulcão na Islândia.

A forte atividade do vulcão Eyjafjallajökull, na Islândia, provocou uma densa coluna de cinzas com mais de seis quilômetros de altura nas últimas 24 horas. Esta é a segunda vez, em menos de um mês, que o vulcão entra em erupção.



Especialistas afirmam que a atividade do vulcão está mais intensa gerando explosões, mas não há sinais de derramamento de lava. Cerca de 700 pessoas já foram retiradas de suas casas e estão em abrigos montados pela Cruz Vermelha.

Todo o tráfego aéreo na parte norte da Europa está prejudicado. O Serviço de Controle do Tráfego Aéreo Nacional (NATS) decidiu restringir os voos comerciais por cautela, já que as partículas de cinzas podem ser aspiradas pelos aviões e oferecer grande risco. Foram registrados cancelamentos em diversos voos em aeroportos da Grã Bretanha, Dinamarca, Noruega e Suécia.

Meteoro risca o céu e explode no meio-oeste americano.

Uma grande bola de fogo vinda do espaço cruzou o céu de pelo menos cinco estados americanos e em seguida explodiu na alta atmosfera produzindo um forte clarão. O evento ocorreu na noite de quinta-feira e foi testemunhado por milhares de pessoas, além de ter sido detectado por diversos radares meteorológicos dos EUA.



Como não havia qualquer informação sobre reentrada de satélites ou lixo espacial, é possível que o bólido seja proveniente do espaço e tenha penetrado a atmosfera terrestre a mais de 40 mil quilômetros por hora. Considerando-se eventos anteriores, o clarão parece ter sido provocado por um objeto de grandes proporções, de aproximadamente 1 metro de comprimento com 1 tonelada de peso.

Não se sabe exatamente a origem do meteoroide, mas existe a possibilidade do bólido ser um fragmento da chuva de meteoros Gamma Virgem, que vai de 14 a 21 de abril, com pico entre quarta-feira e quinta-feira passadas, mas essa é apenas uma das hipóteses levantadas.

Além das testemunhas oculares, o bólido também foi registrado pelo radar Doppler do NWS, o Serviço Meteorológico dos EUA, que detectou a trilha de fumaça deixada pela fulgurante passagem na atmosfera. Observadores em Minnessota reportaram que o evento foi acompanhado por um estrondo similar ao produzido por aviões quando quebram a barreira do som e fez balançar casas, janelas e vários outros objetos.
A bola de fogo permaneceu visível por aproximadamente 15 minutos e foi vista no céu de Minnesota, Wisconsin, Iowa, Illinois e Missouri.

Meteoroides
Os meteoróides derivam de corpos celestes como cometas ou asteróides e podem ter origem em ejeções de cometas que se encontram em aproximação ao sol, na colisão entre dois asteróides ou até mesmo ser um fragmento do que sobrou da criação do Sistema Solar.



Ao penetrar em alta velocidade na alta atmosfera terrestre, o material incandesce com o atrito, fragmenta e desintegra, tornando-se um meteoro. Se pedaços grandes desse objeto conseguem resistir ao calor e chegar até a superfície, recebe o nome de meteorito.

Meteoros de grande porte, como o que atingiu o Canadá em novembro de 2008 são raros e a cada ano menos de cinco são registrados.

Apesar de comuns, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruza o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento.